Política
Seguro começa a receber partidos em audiências de "início de mandato"
Leonor Beleza, vice-presidente do PSD, foi a primeira a ser recebida pelo presidente da República. Seguiu-se o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, Mariana Leitão, da IL e os co-porta-vozes do Livre.
Leonor Beleza, em declarações aos jornalistas à saída do encontro com o presidente, esta quarta-feira, disse que a delegação do PSD ouviu "o desejo que a cooperação seja frutuosa" com o partido do Governo "para benefício de todo o país" e para que a estabilidade exista e se possa levar a legislatura até ao fim. Beleza está convicta que esse é o desejo dos portugueses.
A vice-presidente do PSD não quis entrar em pormenores sobre assuntos concretos discutidos com o presidente, relaçando apenas questões que Seguro já tem dito publicamente, como o "desejo de exercer a sua influência para que os compromissos necessários venham a acontecer", para que haja "pontos de entendimento" em várias matérias.
Leonor Beleza confessa que será precisa muita "paciência democrática" para serem atingidos acordos.
Apósa audiência com o presidente da República, no Palácio de Belém, Leonor Beleza foi questionada sobre o pacto na saúde pedido por António José Seguro e o impasse na eleição dos órgãos externos ao parlamento, e começou por dizer que "é sabido que as circunstâncias políticas atuais são circunstâncias diferentes daquelas que aconteceram no passado", em particular na composição da Assembleia da República.
"Essa diferente composição exige comportamentos que também não são necessariamente aqueles do passado, frisou.António José Seguro tomou posse como presidente da República em 9 de março. O presidente da República recebe esta quarta-feira PSD, PS, IL e Livre em Belém e os restantes partidos com assento parlamentar na quinta-feira "no âmbito das consultas de início de mandato".
Por seu turno, à saída do encontro com o chefe de Estado, o secretário-geral do PS elencou como temas prioritários a saúde, os salários e a economia e o tecido empresarial.
"Dei conta das propostas que temos apresentado ao Governo em cada uma destas áreas", resumiu José Luís Carneiro. O líder socialista disse ainda ter manifestado ao presidente a intenção de "apresentar um conjunto de medidas ao Governo e à Assembleia da República para responder aos efeitos da crise global no custo de vida, nomeadamente na inflação".Carneiro descreveu a conversa com Seguro como "muito construtiva", desde logo no que tocou à "forma como o país responde às necessidades que está a viver".
Questionado sobre o impasse na eleições para os órgãos externos da Assembleia da República, o dirigente do PS sublinhou que se trata de "questões pendentes" que "dizem respeito a outros órgãos de soberania". Pelo que "o diálogo deve ocorrer" em instâncias que "não aqui na Presidência da República".
"Essa diferente composição exige comportamentos que também não são necessariamente aqueles do passado, frisou.António José Seguro tomou posse como presidente da República em 9 de março. O presidente da República recebe esta quarta-feira PSD, PS, IL e Livre em Belém e os restantes partidos com assento parlamentar na quinta-feira "no âmbito das consultas de início de mandato".
Por seu turno, à saída do encontro com o chefe de Estado, o secretário-geral do PS elencou como temas prioritários a saúde, os salários e a economia e o tecido empresarial.
"Dei conta das propostas que temos apresentado ao Governo em cada uma destas áreas", resumiu José Luís Carneiro. O líder socialista disse ainda ter manifestado ao presidente a intenção de "apresentar um conjunto de medidas ao Governo e à Assembleia da República para responder aos efeitos da crise global no custo de vida, nomeadamente na inflação".Carneiro descreveu a conversa com Seguro como "muito construtiva", desde logo no que tocou à "forma como o país responde às necessidades que está a viver".
Questionado sobre o impasse na eleições para os órgãos externos da Assembleia da República, o dirigente do PS sublinhou que se trata de "questões pendentes" que "dizem respeito a outros órgãos de soberania". Pelo que "o diálogo deve ocorrer" em instâncias que "não aqui na Presidência da República".
"Está previsto haver uma conversa com o senhor primeiro-ministro. Aguardo por essa conversa, que ocorrerá nas próximas horas", insistiu.
Jogos políticos, diz IL
A Iniciativa Liberal acusa os três maiores partidos de fazerem jogos políticos nas escolhas para os órgãos externos à Assembleia da República. "É uma questão de competência para o cargo", diz Mariana Leitão, recusando "acordos no éter".
A crítica foi feita depois da reunião com o Presidente da República, tendo Mariana Leitão revelado que Seguro mostrou preocupação com esta matéria.
Mariana Leitão considerou que PSD, Chega e PS "estão muito mais preocupados em garantirem que são eles que dão o nome do que em garantirem que as pessoas que vão para esses órgãos são as pessoas mais competentes", argumentando que quem for indicado não tem de representar partidos, mas sim "os portugueses todos".
"Os órgãos não podem ficar órfãos, e portanto nós queremos muito que se resolva essa questão, a nós preocupam-nos os nomes que serão apresentados, o currículo das pessoas, muito mais do que quem é que indica o nome", frisou.
A presidente da IL reiterou não estar preocupada com a distribuição de cargos, mas admitiu que os liberais "estarão disponíveis para apresentar nomes para os vários órgãos, independentemente do órgão em si".
Livre disponível para viabilizar solução para os órgãos externos
O Livre mostrou-se hoje disponível para fazer parte de uma solução no parlamento que permita excluir o Chega das indicações para os órgãos externos, de forma a garantir o "cumprimento da Constituição e do Estado democrático".
"O Livre está disponível para fazer parte de uma solução, principalmente uma solução que garanta, lá está, o cumprimento da Constituição, o cumprimento do nosso Estado Democrático", disse a co-porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes.
Isabel Mendes Lopes disse ter transmitido a António José Seguro a disponibilidade do Livre "para fazer parte da solução democrática e de uma solução de estabilidade para Portugal" em várias matérias.
O co-porta-voz do Livre Rui Tavares também falou para referir que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, validou a leitura do Livre sobre os "três blocos no parlamento", mas "não tira as consequências dessa leitura".
"A consequência principal é que é ao PSD, em primeiro lugar, que é indispensável para fazer quaisquer dois terços, que cabe escolher. E o que o Livre diz, que é muito claro, é que podem contar com o Livre para conter a extrema-direita", reiterou.
Rui Tavares considerou que os sociais-democratas não terão desculpas para pôr um nome indicado pelo Chega no Tribunal Constitucional e não poderão dizer que "teve que ser assim", uma vez que o Livre ofereceu uma saída, acrescentando que não é possível estar-se "descansado com a extrema-direita nos serviços de informações".
Sobre o que disse António José Seguro em relação a esta possibilidade, Isabel Mendes Lopes disse que "fica contente que haja disponibilidade, de forma geral, para o diálogo", mas sem detalhar o que foi transmitido pelo chefe de Estado.
O Livre mostrou-se hoje disponível para fazer parte de uma solução no parlamento que permita excluir o Chega das indicações para os órgãos externos, de forma a garantir o "cumprimento da Constituição e do Estado democrático".
"O Livre está disponível para fazer parte de uma solução, principalmente uma solução que garanta, lá está, o cumprimento da Constituição, o cumprimento do nosso Estado Democrático", disse a co-porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes.
Isabel Mendes Lopes disse ter transmitido a António José Seguro a disponibilidade do Livre "para fazer parte da solução democrática e de uma solução de estabilidade para Portugal" em várias matérias.
O co-porta-voz do Livre Rui Tavares também falou para referir que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, validou a leitura do Livre sobre os "três blocos no parlamento", mas "não tira as consequências dessa leitura".
"A consequência principal é que é ao PSD, em primeiro lugar, que é indispensável para fazer quaisquer dois terços, que cabe escolher. E o que o Livre diz, que é muito claro, é que podem contar com o Livre para conter a extrema-direita", reiterou.
Rui Tavares considerou que os sociais-democratas não terão desculpas para pôr um nome indicado pelo Chega no Tribunal Constitucional e não poderão dizer que "teve que ser assim", uma vez que o Livre ofereceu uma saída, acrescentando que não é possível estar-se "descansado com a extrema-direita nos serviços de informações".
Sobre o que disse António José Seguro em relação a esta possibilidade, Isabel Mendes Lopes disse que "fica contente que haja disponibilidade, de forma geral, para o diálogo", mas sem detalhar o que foi transmitido pelo chefe de Estado.
c/Lusa